
Escolhi essa imagem pois achei muito interessante a maneira simplista com que ocorre a representação das horas que compõe o dia de uma pessoa.
Trata-se de uma ilustração em prol da campanha do Gas Workers Union, em 1889, que lutava por uma jornada de trabalho de 8 horas, ao invés das longas, insalubres e intermináveis jornadas de até então. Mas imediatamente, ao olhar a imagem me ocorre: 8 horas de trabalho, ok; 8 horas de sono, às vezes, mas ok; espera aí, onde estão minhas 8 horas pra fazer o que eu quiser???
Bom, aí é que a gente começa a pensar qual das atividades (trabalhar, domir, ou outra qualquer) está tomando espaço das demais? Oito horas de trabalho são o mínimo, pois estamos presentes no local de trabalho por oito horas mais uma de intervalo, totalizando nove. Nas grandes cidades o transporte é um drama diário, que já estamos acostumados. Digamos que, se andamos de ônibus, perdemos uma hora pra ir e outra pra voltar. Mais duas horas para o trabalho. Isso sem contar horas extras, engarrafamentos. Já temos 11 horas para o trabalho.
Realmente aquelas oito horas para fazer o que queremos é ilusória, no final das contas temos todo o nosso tempo dedicado ao trabalho e ao descanso para poder trabalhar mais. Infelizmente sobram poucas horas para que realmente possamos desfrutar de alguma atividade que nos ofereça qualidade de vida para renovação das energias. As mazelas do trabalho e da vida tomam conta das nossas vidas assim como as horas do trabalho tomam conta do nosso dia.
Agora imagina trabalhar e ainda estudar à noite? ;))))
Rafael
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